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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

olhar para si

pic walldesk.net
Peguei este texto diretamente do blog da Maria Silvia Orlovas, sempre dou uma olhada por lá.
seviu pra mim, talvez também sirva pra você. É o que eu desejo.

Queridos amigos,

Estou de volta ao Brasil. Que bom.
É bom viajar, mudar de ares, ver outras coisas, participar ainda que seja superficialmente da forma de viver de um outro povo, mas é muito bom voltar para casa. E voltando como não sentir o pesar de tantas pessoas envolvidas nos desastres causados pelas chuvas, como não se emocionar ou se envolver com aqueles que perderam tudo?
Esse é o nosso mundo também. Pode ser que a tragédia não tenha chegado na minha ou na sua família, mas fazemos parte do todo. E quando uma parte da vida sofre todos sofremos. O inconsciente coletivo é uma grande teia que une todos nós.
Nossa mãe Terra não se resume apenas ao solo que nos oferece alimento e moradia, mas também é o ar, a poluição que produzimos, e as vibrações que emanamos diariamente.
Quando os espiritualistas dizem que somos o todo, tenho certeza que esta afirmação inclui o pensamento do todo, a forma de raciocinar do todo, o amor do todo e o desamor também.
Se nós temos um corpo físico, um corpo espiritual, um corpo mental e um corpo emocional, porque imaginar que a Terra seria diferente. Nós emanamos o astral da Terra. Nós criamos junto com a força da grande mãe a realidade que nos cerca, e infelizmente não somos santos, não somos almas iluminadas que tenham pensamentos e sentimentos iluminados o tempo todo. O que significa que além da poluição física, estamos o tempo todo emanando uma vibração pesada e negativa que se transforma em poluição emocional. Energia desqualificada que reverbera em nós o tempo todo. E se não nos cuidarmos, se não nos elevarmos acima disso, através das nossas praticas espirituais constantes como meditação e oração diárias, como nos libertar dessa grande teia?
Como ter ações mais amorosas e construtivas em torno de nós, quando por dentro, ainda somos recheados por magoas, raivas, rancores?
Precisamos ajudar os desvalidos porque o mundo melhora com nossas boas ações, principalmente porque nossas boas ações vão criando dentro e fora de nós uma energia mais positiva, mais amorosa, mais leve.
O amor é uma energia.
As palavras dos mestres são lindas, mas não temos o direito de repeti-las como papagaios, sem internalizar, sem colocá-las em prática. E onde seremos testados?
Na nossa vida, na nossa família, no nosso trabalho.
O teste dos desastres naturais abalam a mídia, perturbam a emoção e devemos sim ajudar de todas as formas possíveis. Mas devemos ficar atentos aos testes que acontecem dentro de casa. Devemos ficar atentos as nossas reações, a maneira que estamos lidando com o pequeno mundo que temos a nossa volta.
Por isso que quando vi as lindas mexericas ainda verdes e pequenas nas arvores do jardim da minha casa desejei do fundo do coração que elas tenham força para amadurecer, porque o amadurecimento exige um esforço muito grande.
Nem na natureza a vida vem pronta. O tempo todo as coisas estão se recriando, se transformando, se adequando a um novo padrão e esse movimento cósmico exige muito.
E nós seres humanos precisamos crescer, aprender perdoar, amar mais, nos colocar no lugar do outro, liberar a dor de tantas coisas tristes que já enfrentamos. Nós temos o poder de mudar as coisas, mas isso começa dentro de cada um de nós e é somente assim que o mundo se tornará um lugar melhor. Pode ser que os desastres naturais continuem acontecendo, pois a morte vai chegar a cada um porque a vida na matéria tem o seu tempo determinado. O que podemos fazer é mudar o modo que vivemos o nosso dia a dia, porque é aqui que treinamos a nossa espiritualidade. É nesse mundo que podemos desenvolver a verdadeira fortaleza do espírito que é o amor.

Um comentário:

Lu Gastal disse...

eleonora!
vi que gostas de frida, venha nos visitar prá ver o porongo que o madu lopes fez!
abraço Lu