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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

arteterapia


Arteterapia: o que é mesmo?

A arteterapia é o uso dos recursos expressivos e artísticos como base de um processo terapêutico que apresenta resultados em um breve espaço de tempo.

Utiliza a expressão simbólica sem preocupar-se com a estética, através das modalidades expressivas. A pintura, o desenho, a colagem, a modelagem, são exemplos de materiais e técnicas utilizados para possibilitar o desenvolvimento pessoal e o autoconhecimento.

Para pessoas que estão com dificuldades em colocar em palavras o que estão vivenciando e sentindo, como em casos de trauma e também, entre crianças e adolescentes, para quem geralmente é mais fácil se expressar através da linguagem não-verbal, a arteterapia oferece uma linguagem possível, trazendo a criatividade prazerosa ao processo terapêutico, o que ajuda a tratar questões que, de outra forma, seriam extremamente dolorosas de trabalhar.
A arteterapia baseia-se na aceitação de que o processo criativo envolvido na atividade artística é terapêutico e enriquecedor da qualidade de vida das pessoas.

Por meio do criar e do refletir sobre os processos e trabalhos artísticos resultantes, pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar sua auto estima, lidar melhor com sintomas, estresse e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos e emocionais e desfrutar alegria do fazer artístico. eleonora


sábado, 23 de julho de 2011

tempo é uma questão de preferência

arte Eleonora Graebin - dos paninhos

Patricia Pinna Bernardo, arteterapeuta com longa caminhada, escreveu o texto abaixo em seu blog

Nunca me esqueci de uma frase que li em algum lugar, na época da minha adolescência: "tempo é uma questão de preferência". Sempre estive envolvida em muitos projetos - além de ser ariana, que tem fogo prá mais de metro (o ariano se alimenta de paixão!), pela tipologia junguiana, sou Intuição (cujo elemento correspondente também é o fogo!), e para esse tipo tudo o que pode ser imaginado é realidade plausível de ser concretizada... Eu sempre, por isso, busquei encontrar um lugar na minha vida para tudo o que me apaixona, me encanta, me chama... (e como Benedetti diz nesse poema: "quando não há prazer nas coisas não se está vivendo"). Então, fiz 2 faculdades ao mesmo tempo (Psicologia de dia e Artes Plásticas à noite), e ainda me dedicava à meditação zen, Yoga, sair com os amigos, namorar, e por aí vai...

Sempre trabalhei em mais de um lugar ao mesmo tempo, e houve um tempo em que eu trabalhava na Prefeitura (nun centro de convivência onde coordenava oficinas de criatividade, Yoga, desenho e pintura, entre outras), atendia em meu consultório, dava aulas em faculdade, e ainda tinha um filho pequeno... E encontrava tempo para fazer tudo o que era importante naquele momento da minha vida: estudar, ensinar, atender, ser mãe... Por isso, fico pasma quando alguém utiliza a "falta de tempo" como desculpa para não fazer alguma coisa que diga julgar ser de verdade importante. Aliás, o problema é com a des-culpa (como boa ariana que sou, prezo muito a sinceridade e a verdade nos relacionamentos): se é feita uma escolha de priorizar algo e não priorizar outra coisa (escolho me dedicar a isso agora e não àquilo), e isso é colocado para todos os envolvidos com verdade e honestidade ("as coisas cara a cara são honestas"), não há culpa que precise ser des-culpada, e ninguém precisa se machucar por isso...

Pois é, me parece então que o tempo tem relação direta com os afetos (o que nos afeta e o que valorizamos): "nada estabelece normas, exceto a vida" que escolhemos viver. E o que é realmente importante para a nossa vida precisa ter um lugar, e a dedicação de nosso tempo e amor (pois o amor é como a água: sem ela nenhuma semente pode germinar...). O tempo e o espaço, como Einsten já nos ensinou, são relativos, plásticos, maleáveis (ainda mais agora, em que a Internet entrou em cena!). Eles formam uma trama, tecida por linhas de forças que se entrecruzam, contraindo-se e expandindo-se, caracterizando um fluxo contínuo de acontecimentos, onde encontramos rotas que podem ser trilhadas de várias formas, em que "voltar não significa retroceder", e "retroceder também pode ser avançar", e é nessa trama que bordamos as nossas histórias vivenciadas, as quais podem ser recriadas a qualquer momento... Essas histórias vão compondo, com suas cores e formas, o nosso tapete pessoal (como um "tapete de orações" demarcando o nosso "espaço sagrado"), que à semelhança do tapete de Sherazade, pode nos elevar acima de nosso pequeno ego e nos levar a uma visão mais ampla de nossa humanidade, evidenciando a necessidade de estarmos em conexão com os "outros de nós" para que essa humanidade se realize em vida (e para tanto "as portas não devem fechar-se", e "a maior porta é o afeto"). E com o tempo e a maturidade emocional (se nos dedicamos ao auto-aprofundamento), podemos começar a vislumbrar como a nossa história de vida, formada por todas as nossas relações, se entrelaça à história da humanidade e do cosmo (e então começamos a estar prontos para iniciar o trabalho sobre a nossa mitologia pessoal).


Perséfone

arte Eleonora Graebin
Persefone, no instante anterior a ser levada por HADES para o submundo. outro paninho.

"Era uma vez um corredor de amores, e uma casa ancorada no tempo da vida para não naufragar. Era uma vez viagens e descobrimentos (...) Era uma vez - e ainda respira em mim como um cavalo alado - aquele mar." (Lya Luft)

para a Amy

sexta-feira, 22 de julho de 2011

arteterapia: fazer algo por si mesmo e pelos que convivem com você


Alguns apostam na força do verbo para buscar o autoconhecimento, seja em sessões de terapia ou em grupos de autoajuda. Outros, preferem atividades como a escrita, a pintura e a dança para entrar em conexão com o nosso mundo interior. "O importante é a pessoa fazer algo que lhe dê prazer", afirma Selma Ciornai, professora do departamento de Arteterapia do Instituto Sedes Sapientiae e do Instituto Gestalt de São Paulo.

Embaladas por essa energia, quatro histórias demonstram que o caminho interior pode estar presente em toda e qualquer atividade consciente e prazerosa, desde que simbolize uma aliança consigo mesma. Veja só

Zen Mores - Paixão pela música
Cansada de trabalhar em jornadas incessantes como criadora de moda numa loja em Nova York, Zen Moraes, 38 anos, buscou na música uma válvula de escape: "Cantar funcionava como uma forma de expressão e também de alívio do estresse", conta. E o que começou como puro lazer transformou-se na sua profissão. Para ela, não basta somente soltar a voz, é preciso cercar-se de coisas boas. Foi por isso que, em 2008, ela lançou seu primeiro CD Fale Somente do Bem. "Acredito que cada palavra cantada cria um som com poder curativo, com um leque imenso de frequências", relata. Não é à toa que ela está se preparando para o lançamento de seu segundo CD, todo inspirado no mantra Om. Ela ainda associa o seu trabalho à meditação. "É uma forma de me desligar do mundo externo para me conectar com o que tenho de mais sagrado."

Sandro Bosco - O corpo como forma de expressão
Cedo na vida o professor de ioga Sandro Bosco, da escola Yoga Dham, de São Paulo, percebeu que existe um modo de ver a vida com menos razão e mais emoção. "Quando comecei a praticar, eu sofria de colite de fundo nervoso e tudo o que comia me fazia mal", relata. "Cinco meses de hatha ioga foram mais eficazes do que os cinco anos de tratamentos via medicina tradicional que tinha feito." Esse final feliz para um mal que o atormentava foi o ponto de partida para uma paixão (e dedicação) que dura até os dias hoje. Um dos seus grandes prazeres é poder mostrar para os seus alunos que existem outras formas de expressão além da palavra. "Por meio da prática, tento encorajá- los a transitar por universos desconhecidos para que ampliem o conhecimento sobre si", conta.

Roberto Martin - Observador dos ciclos da natureza
O agrônomo Roberto Martin, 61, trabalha na escola de jardinagem da Uma Paz, em São Paulo. Nunca fez terapia, no entanto, extrai de sua atividade um importante substrato: a possibilidade de estar próximo da natureza e consigo mesmo. "Quando revolvo a terra, sinto um prazer enorme, que me enche de tranquilidade", conta. "A cada dia, colho importantes frutos emocionais." Tamanha satisfação vem da observação atenta das sementes que se desenvolvem e se transformam em árvores, das folhas que caem nas estações mais frias e das flores que explodem em cores na primavera. "Nós também temos ciclos que devem ser percebidos e que ditam nossa vida", afirma. "São eles que nos restauram e fazem com que nos tornemos pessoas cada vez melhores."

Olga Reis - A vida tecida em fios
Desde 1989, a artesã Olga Reis, 50, trabalha com tecelagem. Para ela, essa atividade costura uma delicada ponte com a vida. Dando oficinas há muitos anos, a artesã nota como as relações das pessoas são evidenciadas por essa atividade, pois para aprender o ofício é preciso, em primeiro lugar, colocar a urdidura, ou seja, fixar os fios que ficarão presos. A partir dela, a aluna poderá escolher cores, texturas e formas que serão tramadas, conforme seu estado de espírito. "Para mim, a vida também é assim", conta. "Cheia de tramas, fios e nuances que podem ser remanejados a qualquer momento, originando uma nova obra."

fonte

terça-feira, 28 de junho de 2011

Deméter




Lua em Virgem:

senhora
da natureza e seus mistérios
artesã
dos processos
minuciosos & infindos
feiticeira
da farmácia da terra
dos grãos e das ervas
dos venenos-remédios
guardiã
dos livros de areia
rainha
cintilla no cadinho do alquimista
geômetra
da harmonia dos cristais
do sal e do açúcar
senhora
do caos e da ordem
mãe e filha
na cozinha da casa
e nas artes do amor
engenhosa
sacerdotisa


vi o poema da lua no site da amanda costa e linkei com esse meu trabalho antigo, dos paninhos - é a lua em virgem, a Deméter tão lindamente descrita pela Amanda

sexta-feira, 3 de junho de 2011

a arte de conhecer a si mesmo


Texto da revista virtual VidaSaúde


A arte de conhecer a si mesmo

Aristóteles afirmava que o objetivo da arte era representar o significado interno das coisas. Hoje, essa forma de expressão é reconhecida como uma via com fins terapêuticos

por Cristina Almeida


Rituais de cura

Desenhos são símbolos. E ao longo da história, em todas as culturas, muitas manifestações artísticas - dança, música, esculturas, pinturas corporais ou na areia etc. - têm sido usadas pelo homem em seus rituais de cura. A explicação para isso é que todas essas atividades possibilitam a decodificação das sensações.

Em uma sessão de Arteterapia, esse ritual se repete. A criação acontece de forma espontânea, sem preocupação com padrões estéticos. Entre os instrumentos utilizados estão pintura, colagem, modelagem, fotografia, tecelagem, expressão corporal, teatro, sons, músicas ou criação de personagens. Os resultados são muitos, rápidos e profundos, pois a arte possibilita a cura por meio da expressão das emoções e da ampliação da percepção do mundo subjetivo (consciência). Observando a própria obra, o paciente tem a oportunidade de comentar o que vê e percebe, além de identificar o que pode ser reformulado em sua vida.

Valéria Gestivo, consultora de Arteterapia do departamento de Saúde Mental da Secretaria da Saúde de Palermo, e integrante do corpo docente da Arte Terapeuti Associati, com sede em Milão (Itália), fala que a arte, em si, representa "um veículo de liberação das angústias e do desconforto. Ela expressa a potencialidade e a realidade humana, mas também é um instrumento para compreender a si mesmo e até resolver algumas dificuldades".

Essas formas de se vivenciar as feridas emocionais permitem vislumbrar novas perspectivas. "A imagem em um pedaço de papel é uma mensagem de você para você mesmo. Como a arte é uma metáfora, ela proporciona a descoberta de possibilidades", afirma Selma Ciornai, psicóloga e psicoterapeuta, supervisora e coordenadora acadêmica do curso de Especialização em Arteterapia do Instituto Sedes Sapientiae, em SP.

Sob orientação

Para usufruir dos benefícios dessa terapia, não basta a prática de alguma atividade criativa. Segundo as especialistas, esse tipo de exercício é sempre relaxante e saudável, mas não significa que funcionará como Arteterapia. "Para que essa atividade cumpra seus fins, ela deve ser praticada sob o olhar cuidadoso de um profissional. É essa presença ativa do terapeuta que facilitará o processo de perceber e lidar com os próprios problemas e recursos", diz Selma.

"A proposta é trabalhar com o indivíduo de forma holística. Por isso, o que se espera dos terapeutas é que eles sejam hábeis na comunicação das palavras e das imagens", acrescenta Valéria. "No final do tratamento, o paciente deve ser capaz de ver as coisas belas que produziu como algo vindo do 'seu eu profundo', nascido dele, e com o qual poderá abrir sua própria janela para o mundo", completa.

E não se trata, apenas, da necessidade de uma orientação técnica que guie o paciente na reflexão sobre os problemas e na busca da superação das dificuldades. Para Selma, "a arte é a linguagem da alma, por excelência. Porém, o que existe de mais terapêutico é a presença amorosa do outro, que ajuda a identificar as áreas complexas que dificultam o caminhar. O poder da relação é que é extremamente curador - porque, na companhia do outro, é mais fácil transcender a dor".

Para o corpo e a alma

Indicada para pessoas de todas as idades, esse tipo de terapia não possui contraindicações. As sessões têm duração variável (1, 2, ou até 4 horas) e podem ser eficazes no trabalho individual, entre casais, famílias ou em grupo. Útil para combater os males psicológicos e psiquiátricos, ela é, também, coadjuvante do tratamento de disfunções cerebrais. Escolas, centros de reabilitação e de idosos, hospitais e institutos correcionais são alguns dos exemplos onde a Arteterapia pode ser aplicada com sucesso.

Em São Paulo, a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) mantém um ateliê de arte-reabilitação, coordenado pela Arteterapeuta Ana Alice Francisquetti. A união entre arte e reabilitação tem como objetivo promover a melhora da saúde de portadores de paralisia cerebral, acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo cranioencefálico etc. Para esse grupo, a Arteterapia é a porta de entrada para o convívio familiar e social, o desenvolvimento motor, psíquico, emocional e cognitivo, auxiliando na reorganização funcional do cérebro.

Mostra dos trabalhos feitos por pacientes da AACD

E não é só. Um recente estudo realizado pela psiquiatra Hanne Stubbe Teglbaerg, da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Aarhus (Dinamarca), confirmou que a Arteterapia reduz a ansiedade e eleva a capacidade da pessoa de resolver problemas. Entretanto, o maior benefício para os praticantes é o fortalecimento do ego. Segundo a pesquisa, o envolvimento pessoal no processo artístico e suas reflexões estéticas estimulam o aprimoramento das competências sociais, permitindo o relacionamento com outras pessoas. Esses resultados garantiram notável melhora na qualidade de vida de pessoas com esquizofrenia que participaram do estudo.

Criatividade e inconsciente

Como as artes plásticas são a base da Arteterapia, algumas pessoas podem se sentir inaptas. Mas as especialistas lembram que é natural cada um ter suas preferências e, felizmente, há várias opções para escolher: música, dança, escrita criativa etc.. "Seja lá qual for a preferência, o que importa é que o processo criativo é terapêutico.

Ele representa a possibilidade de desafiar o velho, permitindo a crença de que criar algo novo, na vida, é possível. E a arte é esse objeto intermediário", fala Selma Ciornai.

E mesmo que alguém esteja impossibilitado de desenhar ou pintar, a observação das obras de arte também pode ser estimulante. "A arte tem poder. E ela pode mover as pessoas de várias formas, desde que aconteça uma conexão de ordem pessoal", diz Neil Springham, chefe do departamento de Arteterapia do Serviço Nacional de Saúde (SNH) da Grã-Bretanha.

site revista Viva Saúde

terça-feira, 31 de maio de 2011

a arteterapia como meio super eficiente no TEPT



A arteterapia tem a possibilidade de auxiliar a todas as pessoas, pois trabalha com o lado são de cada um, buscando o fortalecimento emocional. Hoje, sabemos que é também extremamente eficiente nos casos de Transtorno do Estresse Pós-Traumático, auxiliando a recuperação da saúde pós doenças graves, tragédias familiares, agressões. O texto abaixo fala um pouco sobre o Transtorno do Estresse Pós- Traumático em um caso extremo, de soldados em zona de guerra. Encontrei no site Psicologado.

A arteterapia é útil para aliviar o trauma psicológico enfrentado por soldados em zonas de guerra no Afeganistão e Iraque. A pesquisa que conclui tal afirmação foi conduzida por Cheryl Miller, que utilizou o estudo como parte de sua tese de mestrado na Universidade de Concordia, no qual trata o tema da arteterapia e outras terapias "alternativas".

Embora existam estudos sobre a arteterapia sendo utilizada para o tratamento de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), nunca havia sido realizada estudos sobre o efeito da terapia com arte no contexto de pós-guerra. A terapia foi realizada num hospital de veteranos operados, e oferecida duas vezes por semana para grupos de soldados com sintomas de TEPT, em um esforço para externar sentimentos recorrentes com vergonha, medo e raiva.

"Através da arteterapia, os participantes foram capazes de expressar sentimentos positivos, exteriorizar emoções difíceis e obter informações sobre os seus sintomas de transtorno pós-traumático" disse Miller.

Os participantes da pesquisa tinham entre 28 e 56 anos e sofria de problemas como: insônia, pesadelos, ansiedade, hipervigilância, depressão, pensamentos suicidas, isolamento, dores crônicas e problemas interpessoais.

Na terapia os soldados utilizaram uma variedade de materiais de arte: pinturas, marcadores, carvão, barro, plasticina e imagens para colagem. "Eles produziram obras baseadas em temas como a raiva contra a tolerância, a dor e perdas em relação aos novos começos", disse Miller. "O objetivo foi dar aos participantes a oportunidade de expressar suas emoções e explorar as suas esperanças e metas para o futuro."

Após cada sessão, as formas de comportamento foram analisadas por terapeutas e enfermeiros. "Todos os funcionários notaram como a terapia da arte parece ter um impacto positivo sobre os participantes", disse Miller.

A questão da interação do grupo foi um dos principais benefícios do estudo, os pesquisadores observaram que no processo de criação e discussão sobre a arte, os participantes se expressavam emoções importantes em um clima de apoio mútuo.

"A arteterapia é considerada uma intervenção mente-corpo que podem influenciar os sintomas fisiológicos e psicológicos. A experiência de se expressar de forma criativa pode despertar emoções positivas e reelaboração de sintomas emocionais" disse o supervisor de Miller, Dr. Josée Leclerc, professor do Departamento de Artes e Terapias Alternativas.

"Indivíduos com TEPT, muitas vezes têm dificuldade em verbalizar seus sentimentos", disse Miller. “A arteterapia pode complementar outros tipos de tratamento para TEPT, porque oferece uma alternativa à expressão verbal.”

Fonte: Psych Central


quinta-feira, 19 de maio de 2011

arteterapia



A arteterapia é uma modalidade terapêutica, que utiliza os diferentes fazeres expressivos – dança, música, teatro, literatura - aliados às artes plásticas, como possibilidade de expressão, de comunicação e de resgate do potencial criativo.

A utilização dos diferentes materiais plásticos, aliados às técnicas dos desenhos, da modelagem, da pintura e da colagem, e à construção com sucata, entre outras, permitirá uma nova configuração e materialização dos conteúdos simbólicos.

A expressão plástica, durante o processo terapêutico, facilita o acesso a conteúdos mais interiorizados, carregados de símbolos, que ao serem decodificados pelo sujeito, permitem novas formas de exploração e elaboração desses conteúdos.

O sujeito é levado a movimentar-se pelo mundo das linhas, das cores, das formas, dos volumes e das texturas. Sente seu mundo interno e externo fluindo mais livremente a cada pincelada. O trabalho da construção de um espaço criativo é acionado permitindo a expansão de novas possibilidades criativas, organizadoras e integradoras da psique. A arte é uma atividade milenar, é a expressão e o registro mais antigo dos diferentes potenciais humanos. Ao se expressar com e através da arte o homem o faz por inteiro; seu corpo, sua percepção, sua emoção, sua intuição estão presentes e atuantes, deixando a sua marca, fazendo-se conhecer, sendo.

Objetivo da arteterapia: resgatar, desenvolver e ampliar o potencial criativo do sujeito, através do processo arteterapêutico tendo a arte como fator essencial fundamental do seu existir.

atelierarteseterapias da Eveline Carrano

sábado, 7 de maio de 2011

o que colocar nas paredes da casa?

é muito legal a casa que tem arte nas paredes, nem precisa ser algo caro, nem de artista famoso...mas é bom que seja expressivo, colorido, a tua forma de ver o mundo

quinta-feira, 24 de março de 2011

crochetando e organizando sentimentos




Comecei assim, só para ver no que ia dar. Hoje está muito maior. Tecendo ponto a ponto, com ritmo, suavidade e persistência, tem me auxiliado a organizar o meu mundo, ultimamente. Emoções perturbadoras, complicações criadas por nós mesmos...e ali, na calma, sendo organizadas. Dá muito tempo pra pensar, refletir, colocar tudo em perspectiva.
E, a cada vez mais, entendo que isso é arteterapia, é crescer pela expressão, simples, caseira. Mas precisa usar pro bem e não desperdiçar o tempo: analisar o fluxo mental, observar os sentimento, dar-se conta dos pensamentos obsessivos.
No meu croché, acrescentei mais cores, tenho o cinza, o vermelho e o amarelo ocre e o lindo turquesa. Fico devendo a foto atualizada do processo...

Abaixo, imagens e referências do que me alimenta, me inspira:




pics maraporto, casachaucha ,applesandpears, millaobjectos

Sabia fazer tricô, mas não andava motivada a bastante tempo. Com o croché, tinha preconceito, achava sem graça, sentia que a textura ficava muito firme - ainda acho, para algumas peças- mas tudo isso passou.
Leio o blog da Mara Porto, ela é uma criadora fantástica e faz tudo muito rápido. Me apaixonei pelos tapetinhos redondos. Foi quando tudo começou.
Vemos muito croché na net, moderno, colorido, criativo- e principalmente: fácil. Então me rendi. Pedi ajuda a uma amiga mãe querida e estou aprendendo. Já iniciei com um projetão, pois o tapete da foto lá de cima está bem crescido.
E almejo muito: essas coisas geniais que estão nas fotos. Algumas dessas pelo menos. Talvez um tapetinho redondo para presentear. Ou um pufe, para mim.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

pintura




meu trabalho novo, óleo sobre tela, está pronto
vai ficar aqui em casa

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

a arteterapia

o que é arteterapia, como funciona, qual a formação do arteterapeuta?

A arteterapia, que é o uso da arte como base de um processo terapêutico, propicia resultados em um breve espaço de tempo.
Visa estimular o crescimento interior, abrir novos horizontes e ampliar a consciência do indivíduo sobre si e sobre sua existência.
Utiliza a expressão simbólica, de forma espontânea, sem preocupar-se com a estética, através de modalidades expressivas como: pintura; modelagem; colagem; desenho; tecelagem; expressão corporal; sons; músicas; criação de personagens, dentre outras, mas utiliza fundamentalmente as artes plásticas e é isso que a identifica como uma disciplina diferenciada. Enquanto a Arte Educação ensina arte, a arteterapia possui a finalidade de propiciar mudanças psíquicas, assim como a expansão da consciência, a reconciliação de conflitos emocionais, o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. A arteterapia tem também o objetivo de facilitar a resolução de conflitos interiores e o desenvolvimento da personalidade.




Por ser bastante transformadora, pode ser praticada por crianças, adolescentes, adultos, idosos, por pessoas com necessidades especiais, enfermas ou saudáveis. Hoje, é exercida em ateliês e instituições com atendimentos individuais ou em grupos.

No entanto, para ser um arteterapeuta, é necessária uma formação específica, uma vez que a disciplina fica na interface entre a arte e a terapia. Portanto é fundamental aprofundamento e treinamento prático nessas áreas. Para que o profissional seja reconhecido como arteterapeuta pela associação do estado em que reside, é necessário que curse uma formação ou especialização que possua o currículo mínimo e a carga horária mínima estabelecida pela União Brasileira de Arteterapia (UBAAT). Os cursos de arteterapia são ministrados para profissionais de diversas áreas, psicologia, pedagogia, psiquiatria, fonoaudiologia, arte-educação, enfermagem, etc., onde cada um insere a arteterapia em sua área de habilitação profissional.

A Arteterapia, bem como a bibliografia específica da área, tem crescido consideravelmente no Brasil nas últimas décadas. Já foram realizados vários congressos nacionais que reuniram arteterapeutas de muitos estados brasileiros, da Europa e EUA, onde é bastante difundida. Desde 1969 foi fundada no Estados Unidos, a American Art Therapy Association o que a caracteriza como profissão neste país e a define como:
A arteterapia baseia-se na crença de que o processo criativo envolvido na atividade artística é terapêutico e enriquecedor da qualidade de vida das pessoas. Arteterapia é o uso terapêutico da atividade artística no contexto de uma relação profissional por pessoas que experienciam doenças, traumas ou dificuldades na vida, assim como por pessoas que buscam desenvolvimento pessoal. Por meio do criar em arte e do refletir sobre os processos e trabalhos artísticos resultantes, pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar sua auto estima, lidar melhor com sintomas, estresse e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos e emocionais e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico.
Arteterapeutas são profissionais com treinamento tanto em arte como em terapia. Têm conhecimento sobre o potencial curativo da arte. Utilizam a arte em tratamentos, avaliações e pesquisas, oferecendo consultoria a profissionais de áreas afins. Arteterapeutas trabalham com pessoas de todas as idades, indivíduos, casais famílias, grupos e comunidades. Oferecem seus serviços individualmente e como parte de equipes profissionais, em contextos que incluem saúde mental, reabilitação, instituições médicas, legais, centros de recuperação, programas comunitários, escolas, instituições sociais, empresas, ateliês e prática privada (AATA, 2003 - www.arttherapy.org)
Profª. Otília Rosângela Silva de Souza

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

arte no dia a dia


bárbaro o trabalho da artista karen hetzer
better after

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Escrevi este texto em 2008, para o blog Yinsights. E fazia muito tempo que não passava por lá, li algumas coisas e cheguei no texto. Lembrei de postar aqui. Em essência é assim.


Quem nunca se reconheceu como criativa ou talentosa, pode ser capaz de encontrar suas formas pessoais de expressão, revelar as suas subjetividades, realizar prazerosamente, evoluir com a prática e dedicação? É claro que sim, e acontece.
No meu dia-a-dia de trabalho passo algumas horas incentivando as alunas a olharem com amor para suas criações nas artes plásticas, aceitando suas produções e acreditando no que materializam. Convivo com os bloqueios criativos, as auto-censuras e me vejo ali espelhada…
Como temos dificuldades para iniciar atividades criativas! Quantos adiamentos diante da folha de papel ou da tela do word! Como é difícil chegar até o curso de dança, na aula de pintura ou dedicar-se àquele texto que queremos escrever - como se não tivéssemos algo pertinente para dizer, para mostrar ao mundo!...
A falta de tempo, a inibição, os adiamentos, os outros (tantos!) compromissos muitas vezes falam mais alto e então se escuta: "quando eu tiver tempo, quando eu entrar em férias, quando eu me aposentar", e seja lá o que mais tiver para concluir… antes!
O que sabota, o que impede de levar adiante alguns projetos que podem fazer a diferença no rumo de nossas vidas?

Eu acredito muito no símbolo - seja na mitologia, seja na arte, seja no ritual - pois com sua face lúdica promove mudanças de forma suave e ao mesmo tempo muito profunda. E por isso, lembro-me da Lilith, a lua negra.
Lilith é uma personagem mitológica cujas origens se perdem na lembrança. Com uma biografia nebulosa, resultado das misturas de relatos de vários povos, simboliza a mulher que foi insubmissa e por isso expulsa do paraíso para um lugar maldito. Lá foi condenada, por sua insubordinação, a ter todos os seus filhos mortos. E ela tinha cem filhos por dia, e os cem filhos morriam a cada dia... Condenada pelo masculino, continuou para sempre vendo suas criações/filhos morrendo antes de vicejar.
Sabemos que a capacidade de pensar com clareza e discernimento está ligada a capacidade de sentir, a conexão com a verdade interior. Se trouxermos à luz os nossos componentes femininos que permanecem inconscientes, vamos perceber que estiveram lá no fundo, como sombras, sabotando nossas atitudes criadoras. Como Liliths, matando cem filhos por dia...
Esse feminino negativo pode muito bem ser o que renega as nossas criações. Aparece como sombra, parte de nós difícil de ser visualizada e assumida. Mostra-se como a raiva, o ressentimento, o bloqueio, a destruição dos projetos positivos.
Pois Lilith é uma força do feminino. Que se rebela, que se opõe, que consegue ser cruel e sabotar nossas atitude criadoras, quando na sombra, quando não reconhecida...
Mas Lilith quando conscientizada, reconhecida e integrada, aceita como força e poder criativo, tem a capacidade de nos trazer energia, talentos e transformações. Assim pode realizar amorosamente, sem competições, sem comparações, permitindo acessar os talentos que ficaram aprisionados atrás da maldição.
Podemos dizer que a criatividade encontra-se na parte yin da mente, no lado direito do cérebro onde desenvolve-se o pensamento divergente - que se abre para infinitas possibilidades - sem ficar preso a uma única resposta ou solução. Portanto ao criar, todas as pessoas estão liberadas para expressar-se e contribuir com sua essência.
Hoje, as mulheres que vivenciaram a opressão e justamente por isso mantiveram lá no fundo sua parte bruxa bem escondida, a intuição forte, a perspicácia, a vontade de transformação, são quem busca a cura, procurando os antigos caminhos de sabedoria para transformar suas vidas, amar seus homens e criar seus filhos. Quando a mulher relembra sua força, seu poder de criação, reconecta com a vida maior e modifica seu entorno.
Quanto mais der vazão às idéias criativas, materializá-las escrevendo, dançando, pintando, cozinhando, desenvolvendo projetos inovadores, solidários, cooperativos, mais ela se coloca no mundo como transformadora, criadora em potencial de um mundo harmonizado, amoroso, um mundo de arte!
Refletindo, a minha esperança é auxiliarmos na expansão da definição de criatividade, abandonando definitivamente as sentenças: "talentos reservados a poucos", "isso não é pra mim" ou "eu gostaria, mas não tenho criatividade". Para que cada vez mais as pessoas comuns, iguais a nós - todas nós - acreditemos ser criadoras. Nossa criatividade é viver da alma, é desenhar a vida a partir do ponto de vista de nossos desejos mais profundos e de nossos belíssimos talentos.
E façamos! De mãos dadas com Lilith!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

que foto linda

a frida no atelier
uma personalidade que impressiona tanto pela obra como pela história de vida.
imagino que por aí esteja um dos motivos do interesse crescente das pessoas por tudo, absolutamente o tudo que se refere a ela.
é um punhado de verdade, autoexpressão e individualidade, contrastanto com a sociedade adoecida que se faz tão evidenciada nos últimos tempos.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

tela de chita





Comprando tecidos, encontrei este chitão lindo, com estampa muito grande. Serviu certinho para o meu projeto de tela de tecido. Forrei uma tela que tinha guardada - na verdade ela tinha outro trabalho, feito com óleo - mas eu simplesmente forrei com a chita e o que existia embaixo ficou em leve transparência, o resultado ficou lindo.
Eu tenho muitas telas, desenhos, trabalhos com óleo, aquarela,têmpera, mas a verdade é que a gente enjoa deles, especialmente quando são feitos por nós mesmos e então carregados de significados. Muitas delas tenho guardadas em casa, outras tantas espalhadas pelos espaços onde tenho trabalhado - e isso dá uma outra história
Daí que procuro ter em casa imagens produzidas por outras pessoas, com intensidades criativas variadas.
E também estou muito encantada com a estamparia e a variedade de tecidos belíssimos que encontramos em qualquer lugar. Acho esse chitão belíssimo e como a imagem é muito grande deu para criar um visual diferente das já conhecidas chitas usadas como telas na decoração.
Lembrei também da Rafa da Casa Montada que fez um trabalho ótimo de tela com tecido e tem um blog super alto astral.
Estou bem satisfeita pois mudei a energia de um espaço que não estava legal de maneira muito fácil, não sobrecarregou o ambiente e compôs direitinho com o que tenho na sala! Salve!

sábado, 3 de março de 2007


Atelier de Pintura Espontânea
QUANDO A CONSCIÊNCIA NÃO ESTÁ DOMINADA PELA RAZÃO É POSSÍVEL DESENVOLVER NOVOS OLHARES SOBRE SI ATRAVÉS DA EXPRESSÃO CRIATIVA
uma vez ao mês (sábado a tarde)
material incluído
custo: 45,00
data:14 de abril das 14:30 as 17:30
local: Espaço Lavradio
Saúde -Arte-Educação
(rua Lavradio, 64 - Petrópolis fone:3208.1328)
fone:9145.6866 com Eleonora