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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

a arteterapia

o que é arteterapia, como funciona, qual a formação do arteterapeuta?

A arteterapia, que é o uso da arte como base de um processo terapêutico, propicia resultados em um breve espaço de tempo.
Visa estimular o crescimento interior, abrir novos horizontes e ampliar a consciência do indivíduo sobre si e sobre sua existência.
Utiliza a expressão simbólica, de forma espontânea, sem preocupar-se com a estética, através de modalidades expressivas como: pintura; modelagem; colagem; desenho; tecelagem; expressão corporal; sons; músicas; criação de personagens, dentre outras, mas utiliza fundamentalmente as artes plásticas e é isso que a identifica como uma disciplina diferenciada. Enquanto a Arte Educação ensina arte, a arteterapia possui a finalidade de propiciar mudanças psíquicas, assim como a expansão da consciência, a reconciliação de conflitos emocionais, o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. A arteterapia tem também o objetivo de facilitar a resolução de conflitos interiores e o desenvolvimento da personalidade.




Por ser bastante transformadora, pode ser praticada por crianças, adolescentes, adultos, idosos, por pessoas com necessidades especiais, enfermas ou saudáveis. Hoje, é exercida em ateliês e instituições com atendimentos individuais ou em grupos.

No entanto, para ser um arteterapeuta, é necessária uma formação específica, uma vez que a disciplina fica na interface entre a arte e a terapia. Portanto é fundamental aprofundamento e treinamento prático nessas áreas. Para que o profissional seja reconhecido como arteterapeuta pela associação do estado em que reside, é necessário que curse uma formação ou especialização que possua o currículo mínimo e a carga horária mínima estabelecida pela União Brasileira de Arteterapia (UBAAT). Os cursos de arteterapia são ministrados para profissionais de diversas áreas, psicologia, pedagogia, psiquiatria, fonoaudiologia, arte-educação, enfermagem, etc., onde cada um insere a arteterapia em sua área de habilitação profissional.

A Arteterapia, bem como a bibliografia específica da área, tem crescido consideravelmente no Brasil nas últimas décadas. Já foram realizados vários congressos nacionais que reuniram arteterapeutas de muitos estados brasileiros, da Europa e EUA, onde é bastante difundida. Desde 1969 foi fundada no Estados Unidos, a American Art Therapy Association o que a caracteriza como profissão neste país e a define como:
A arteterapia baseia-se na crença de que o processo criativo envolvido na atividade artística é terapêutico e enriquecedor da qualidade de vida das pessoas. Arteterapia é o uso terapêutico da atividade artística no contexto de uma relação profissional por pessoas que experienciam doenças, traumas ou dificuldades na vida, assim como por pessoas que buscam desenvolvimento pessoal. Por meio do criar em arte e do refletir sobre os processos e trabalhos artísticos resultantes, pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar sua auto estima, lidar melhor com sintomas, estresse e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos e emocionais e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico.
Arteterapeutas são profissionais com treinamento tanto em arte como em terapia. Têm conhecimento sobre o potencial curativo da arte. Utilizam a arte em tratamentos, avaliações e pesquisas, oferecendo consultoria a profissionais de áreas afins. Arteterapeutas trabalham com pessoas de todas as idades, indivíduos, casais famílias, grupos e comunidades. Oferecem seus serviços individualmente e como parte de equipes profissionais, em contextos que incluem saúde mental, reabilitação, instituições médicas, legais, centros de recuperação, programas comunitários, escolas, instituições sociais, empresas, ateliês e prática privada (AATA, 2003 - www.arttherapy.org)
Profª. Otília Rosângela Silva de Souza

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

meditação


Meditação ajuda a fortalecer o sistema imunológico
Estudo da Universidade da Califórnia prova que a prática intensifica a atividade da enzima telomerase, que atua na defesa do organismo

(Comstock Images/Thinkstock)
“Atividades que aumentam a qualidade de vida podem ter efeitos profundos nos aspectos mais fundamentais da fisiologia de uma pessoa”, diz Clifford Saron
Técnica milenar oriental, a meditação é conhecida por aumentar a concentração e proporcionar relaxamento. De acordo com estudo da Universidade da Califórnia, durante a meditação, a enzima telomerase (ligada ao sistema imunológico) tem sua ação intensificada. Resultado: quem medita, tem suas defesas ampliadas e passa a lidar melhor com o stress.
Mas a meditação sozinha não resolve. "Por si só, ela não aumenta a atividade da telomerase", diz Clifford Saron, líder do estudo. Segundo ele, a meditação é apenas um dos mecanismos usados pelo corpo para aumentar o bem-estar psicológico do indivíduo. E é esse estado – e não o ato de meditar em si – que age diretamente sobre a atividade da telomerase nas células do sistema imunológico, que são as reais responsáveis por promover a longevidade nas células. "Atividades que aumentam a qualidade de vida podem ter efeitos profundos no organismo de uma pessoa", diz Saron.
Para chegar aos resultados, a equipe de cientistas analisou sessenta pacientes durante três meses: metade praticou a meditação; os outros trinta, não, atuando apenas como grupo de controle da pesquisa. As taxas da telomerase se mostraram cerca de 30% mais elevadas nas células do sistema imunológico dos voluntários que meditavam. Foram esses pacientes que apresentaram, ainda, um aumento nas capacidades psíquicas, como melhora na percepção de controle (sobre a própria vida e arredores), atenção e nos propósitos da vida (sentido de vida e metas a longo prazo). Além disso, eles experimentaram diminuição da neurose ou das emoções negativas.
Nobel - Co-autora do estudo, o primeiro a relacionar telomerase e meditação, Elizabeth Blackburn ganhou o prêmio Nobel de Medicina em 2009 pela descoberta da telomerase e dos telômeros, sequências do DNA que ficam no final dos cromossomos e tendem a se encurtar toda vez que uma célula se divide. Mas, sempre que a medida dos telômeros fica baixa, a célula tende a não se dividir mais e pode, eventualmente, morrer. É aí que entra a telomerase. A enzima é capaz de reconstruir o tamanho de um telômero, impedindo que ele entre em colapso. Estudos anteriores já apontavam a telomerase como o elo entre o stress psicológico e a saúde física.
via decifra-te ou devoro-te